Planalto: “Libera senão vamos matar vocês”

A comunidade de Planalto ainda está assustada com a cena de filme de terror que viveu ao meio-dia desta quarta-feira, 21. As agências do Banco do Brasil e do Banrisul do município foram assaltadas por uma quadrilha fortemente armada que fez dezenas de pessoas reféns.
A ação dos criminosos começou no Banco do Brasil, já que reféns do Banrisul relatam ter ouvido primeiro um estouro na agência que fica ao lado, provavelmente um tiro. Neste momento, um cliente que entrava no Banrisul informou sobre o assalto no banco ao lado. Os viligantes da agência pediram para os clientes recuarem e logo em seguida, começou a se formar um cordão humano em frente ao BB.  “Libera, senão vamos matar vocês”, teriam dito os criminosos, segundo uma pessoa que foi feita refém e preferiu não se identificar.
Portando um machado e armas longas, os criminosos se dirigiram para o Banrisul, quebraram a porta e entraram na agência. “Eles pediram pelo gerente e mandaram nós para a rua. Os funcionários, um a um foram saindo e fazendo o cordão humano . Todo mundo teve que sair com as mãos para cima e depois se dar as mãos na rua”, relata uma refém. Funcionários dos dois bancos ficaram lado a lado na calçada, de mãos dadas, enquanto os criminosos buscavam pelo dinheiro.
Segundo uma pessoa que foi refém, não houve agressão física por parte dos bandidos, nem com os reféns – uma vigilante do Banrisul, um funcionário e um cliente do Banco do Brasil – que foram levados pela quadrilha na fuga e libertados cerca de cinco quilômetros depois. Porém, a todo momento, foram feitas ameaças. “Eles diziam que caso a Brigada chegasse era para nós mandar eles embora se não eles iriam matar todo mundo”, conta. O carro utilizado na fuga já foi localizado por policiais da região.
Forças policiais do norte do Rio Grande do Sul realizam buscas aos criminosos. A Delegacia de Planalto confirmou que dois helicópteros, um da Polícia Civil e outro da Brigada Militar estão sendo utilizados na perseguição a quadrilha. Guarnições também estão mobilizadas realizando barreiras. Até o momento ninguém foi preso.
Fábio Pelinson/AU

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