Senado aprova cirurgia gratuita de reconstrução de mamas

A proposta determina que o Sistema Único de Saúde garanta a simetria nos casos de cirurgia de reconstrução mamária para pacientes submetidas a tratamento de câncer. Dessa forma, a cirurgia plástica reparadora será feita nas duas mamas, mesmo que o tumor esteja restrito a uma delas. O objetivo é proporcionar melhor qualidade de vida às mulheres, como explicou a senadora Marta Suplicy, do PMDB de São Paulo, autora do substitutivo.

“ Se você faz só uma mastectomia parcial e diz que tem de reconstruir, é reconstruída uma mama, mas ela pode ficar totalmente diferente da outra. Então, quando essa palavra “simetria” é colocada – e foi aprovada – fica obrigatório que seja feita a cirurgia para que as mamas fiquem iguais e para que não exista mais o desespero das mulheres de, além de sofrerem uma mastectomia, ainda terem de ficar com mamas completamente diferentes”, defendeu Marta.

A senadora também incluiu uma emenda para que a simetrização das mamas seja garantida pelos planos privados de saúde. A senadora Rose de Freitas, do PMDB do Espírito Santo, comemorou a aprovação da proposta, mas lembrou da importância de outras medidas, como a compra de mamógrafos para a realização de diagnósticos precoces.

“Nós temos a perspectiva de termos aí 57.960 novos casos do câncer de mama no Brasil. Nós estamos batendo nessa tecla todo ano. Quero parabenizar: este ano, o Congresso Nacional inteiro, o Brasil inteiro participou dessa luta”, enfatizou Rose.

Quando não for possível a reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá sua cirurgia garantida em momento posterior. Devido às mudanças promovidas pelos senadores, a matéria volta para a Câmara dos Deputados.

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