Nonoai: Professores do Emadu permanecem em Greve

Os professores da Escola Estadual Maria Dulcina de Nonoai, realizaram no início da noite desta quarta-feira, (1°) mais uma reunião para debater e avaliar à greve do magistério deflagrada no último dia 20 de Maio em Nonoai e dia 15 no Estado.
A reunião que iniciou por volta das 18 horas em uma das salas da escola contou com a presença de 43 professores estaduais e os representantes do CPERS, região de Passo Fundo, Antônio Ribeiro e Mário Luiz Alberto Calieron.
A assembleia foi iniciada pelo representante do Sindicato em Nonoai, Professor Daniel de Paula Pereira, que oportunizou aos colegas da região de Passo Fundo que explanassem a situação da greve e os motivos que a categoria definiu por paralisar as atividades e anunciar a greve geral. Segundo eles, são pelo menos 170 escolas que estão ocupadas por alunos apoiadores da greve no Estado e que o governo não tem apresentado nenhuma proposta para a categoria.
Após aproximadamente uma hora de explanações e discussões de professores favoráveis e contrários a paralização, o Professor Daniel colocou em votação a permanência ou não da greve. Do total de 43 professores presentes na assembleia, pelo menos 3 foram favoráveis ao retorno das aulas e 40 definiram que a greve precisa ser mantida até que o governo atenda a pauta de reivindicações.
A categoria teve corte do salário referente aos dias paralisados.
A greve dos Professores iniciou dia 15 na Capital e na sequência centenas de outras escolas também pararam as atividades. Entre as Propostas aprovadas em assembleia estão:
1-Deflagrar a greve por tempo indeterminado;
2-Apoiar toda a forma de luta da Comunidade Escolar como: ocupações, assembleias, aulas cidadãs, plenárias, etc.;
3-Debater com a categoria a recuperação das aulas do período de greve no ano de 2017;
4-Elaborar um calendário de implantação do Piso Salarial Nacional que está defasado em 69,44%;
5-Exigir reajuste imediato de 13,01% (2015) mais 11,36% (2016);
6-Disputar a LDO para incluir o reajuste salarial;
7-Defender a educação pública de qualidade, assegurando o efetivo repasse das verbas públicas para a manutenção das escolas e da merenda escolar;
8-Defender a manutenção dos Planos de Carreira dos Educadores;
9-Defender a manutenção do IPE Público (Previdência e Saúde) e com o Regime de Solidariedade, sem novas contribuições ou quaisquer novas taxas;
10-Lutar contra o reenquadramento do Difícil Acesso;
11-Cumprir a Lei do Piso – garantia da hora/atividade;
12-Dar todo o apoio à Comunidade Escolar que estiver em luta com a categoria;
13-Eleger o Comando Geral de Greve na Assembleia Geral;
14-Criar o Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS/Sindicato.
Emadu CPERS

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