
O Rio Grande do Sul teve uma safra de trigo record em 2016, porém ao encerrar a atividade o resultado financeiro não atendeu o esperado. Agora em 2017, mais uma vez os produtores se questionam, se devem ou não fazer um novo plantio, já que os preços oferecidos não são atrativos.
Para debater o assunto, o Sindicato Rural de Nonoai promoveu na noite desta quarta-feira (dia 18/01) um encontro entre os triticultores e os representantes da FARSUL e da Associação dos Cerealistas.
De acordo com o Presidente da Comissão do Trigo, Hamilton Guterres Jardim, os triticultores estão atentos aos leilões do governo para o pagamento do preço mínimo do produto estimado a R$ 38 a saca. No entanto, o governo não está subsidiando como esperado pelo excesso de oferta do cereal. Ele destaca que o produtor que está na cultura tem que ser altamente produtivo para vislumbrar o retorno financeiro almejado.
Já o Presidente da Associação das Cerealistas, Vicente Barbiero, destacou mais uma vez a segregação da semente no período do plantio e defendeu que o trigo gaúcho precisa ser considerado sensível aos países do Mercosul, a exemplo do álcool e do etanol. “Nos levamos esta ideia para o Ministério da Agricultura, ou seja, todo trigo que entrasse no Brasil pelos países do Mercosul seriam taxados, a exemplo do álcool em 25%”, defendeu.
Por fim, o Presidente do Sindicato Rural, Alécio Bringhentti, agradeceu a presença dos produtores que tiveram a oportunidade de acompanhar uma explanação de como está o cenário econômico em nível mundial.
O evento foi realizado no Restaurante Tropilha.



