Nonoai registra 9 óbitos por AIDS desde 2000

Enquanto a epidemia de AIDS cai no mundo, no Brasil e, especialmente no Rio Grande do Sul, os números da doença aumentam. Nos últimos nove anos, a infecção pelo vírus HIV cresceu 21% no Estado, quase o dobro da taxa nacional, que é de 11%. Os dados são da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em Nonoai, conforme dados do Serviço de Atendimento DST – HIV/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde, atualmente estão recebendo acompanhamento médico e de medicamentos pelo menos 16 pacientes e um apenas está recebendo acompanhamento, porém sem a necessidade de medicamentos. “A cada seis meses os pacientes realizam todos os exames clínicos necessários”, explica a Bióloga Jussara Chente. E ela complementa, “existe um número maior de pacientes portadores do vírus, porém, mesmo residindo em Nonoai, procuram outros Serviços de Atendimento como Erechim, Passo Fundo ou até mesmo em Chapecó – SC”, relatou.

Conforme a Bióloga Maria Rosa dos Santos, desde o ano de 2000 quando foi implantado o serviço de atendimento aos pacientes soropositivos em Nonoai, foram registrados 9 óbitos, 21 pacientes foram transferidos e cinco abandonaram o tratamento. “Com o uso correto dos medicamentos, o paciente consegue ter uma vida normal”, explica Maria Rosa.

As biólogas revelam que nenhum paciente enfrenta problema com a falta de medicamentos em Nonoai. Inclusive está sendo repassado leite para uma gestante portadora de AIDS.

Durante a gestação, a mulher grávida soropositiva tem a oportunidade de receber medicamentos que ajudam na redução da possibilidade de infecção de seu filho pelo HIV. Após o parto, a mãe deve se abster de amamentar seu filho com leite materno, utilizando-se de leite do tipo “fórmula infantil”.

Esses procedimentos estão previstos no documento elaborado pelo Programa Nacional de DST/Aids, bem como na Portaria 1.071, de 2003, do Ministério da Saúde, e na Resolução de no. 1665/2003, do Conselho Federal de Medicina.

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