Um comportamento inocente, mas que atrapalha e muito a vida dos comerciantes: o hábito de guardar moedas em cofrinho. Elas não circulam e quem precisa dar troco tem que administrar esse problema.
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Banco Central, mais de 19% da população guarda moedas em casa por mais de seis meses. Além disso, 56% usam o dinheiro guardado no cofrinho para fazer compras e realizar pagamentos. E essa situação acaba prejudicando o comércio, que muitas vezes fica sem troco.
O gerente da Lojas Becker em Nonoai, Ezequiel Facco, usa as redes sociais para pedir a colaboração dos amigos e assim, enfrentar a situação. “Nós também recorremos aos barzinhos, mercadinhos e comércio dos bairros. Como não podemos dar bala ou chicles para arredondar o troco, temos que ter a moeda certa para o cliente”, relata Facco.
Atendendo ao pedido do amigo pelo Whats App, o jornalista Manuel Gaboardi, abriu o cofrinho e levou as moedas até a loja. O montante foi suficiente para abastecer o fusca e rodar alguns quilômetros. “É um hobby que tenho nos finais de semana, e as moedas guardadas foram o suficiente colocar combustível no tanque e girar pela cidade no final de semana”, relatou.
Em 2016, segundo o BC, foram postas em circulação 761 milhões de unidades de novas moedas, número 11% superior ao de 2015, quando foi disponibilizado um total de 685 milhões de unidades. Em 2017, foram disponibilizados 434 milhões de novas moedas.
