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Nonoai: Sobrinha neta da fundadora da Escola Maria Dulcina participará das atividades comemorativas aos 89 anos do EMADU

Criada pela professora Maria Dulcina de Vilhena a Escola é referência para milhares de pessoas

 

A Escola Maria Dulcina, fundada em 1930, estará comemorando nesta quinta-feira (dia 14/03), os 89 anos de existência. Para comemorar a data tão especial, a Escola receberá a ilustre visita da sobrinha neta de sua fundadora Maria Dulcina de Vilhena, a senhora Theresinha Dias de Castro, hoje com 87 anos. Atualmente Theresinha reside em Chapecó, ao lado do Colégio Bom Pastor. Segundo ela o convite para visitar a Escola chegou através de uma amiga do professor Nelso dos Santos, mas sempre foi um desejo para ela.

Theresinha é filha de Fortunato Lourenço Ferreira e Maria Amália Wundervad (in memorian), sua avó materna Maria Cândida (in memorian) era a irmã de Maria Dulcina.

“Minha mãe Maria Amalia Wundervad, estudou com Maria Dulcina de Vilhena, antes dela ir para Nonoai e nos contava que recebia da querida tia, bons conselhos e sábios ensinamentos”, conta Theresinha que guarda essas lembranças como relíquias do passado.

De acordo com Theresinha, a pedagogia foi herança de Maria Dulcina, “tenho duas filhas que fizeram essa faculdade e eu cursei Estudos Sociais”, revela. Ela complementa dizendo que sente gratidão pela querida tia ter levado o saber a tantas crianças, que não tinham onde estudar.

Theresinha será recepcionada pela comunidade escolar, às 14 horas, de quinta-feira, nas dependências da Escola. Será acolhida pelos alunos, que entoarão o Hino da Escola, receberá flores, ouvirá parte da história de fundação e também será ouvida pelos alunos, professores e funcionários da instituição, em seguida participará de um chá oferecido em sua homenagem e receberá da direção uma menção honrosa.

Além desta programação voltada às atividades comemorativas, a escola também estará realizando uma Assembleia Geral marcada para às 19 horas, nas dependências da Escola. Na oportunidade serão tratados e decididos assuntos de extrema relevância a toda a comunidade escolar.

 

Recordar é viver

Maria Dulcina de Vilhena, nasceu em 1864, em Rodeio do Herval- Palmas/PR. Filha de Gabriela Francelina de Morais e de Mathias Antônio de Vilhena Loureiro. Passou a infância e mocidade em Bento Gonçalves/RS, onde iniciou sua carreira no magistério.

Anos mais tarde, em 1910, pediu e obteve transferência para Nonoai, sendo uma das pioneiras no ensino da localidade, tralhando com idealismo, amor, coragem e desprendimento.

A primeira escola mista do município deve-se ao seu esforço em educar os jovens da povoação.

Em 1923, em função dos combates e perseguições da Revolução a Escola esvaziou-se, e a povoação ficou deserta.

Maria Dulcina não chegou a ser perseguida pela influência de políticos da época como Coronel Messias. Seu sobrinho, o Salvador, conta que com 15 anos fugiu para costa do Rio Uruguai, morada de seu pai.

Em 1926, havia na Escola cerca de 70 estudantes: 40 meninas e 30 meninos. Muitos deles vinham de longe a cavalo para a Escola sendo outros ainda, parentes, que moravam com ela, Francisca e o Salvador Gujão de Campos, sobrinhos que moravam e estudavam com ela nesta Escola.

A Escola era sua própria casa e funcionava no centro de Nonoai, em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Salvador Gujão de Campos, declarou que estudou apenas seis meses com ela, e neste período conheceu três livros manuscritos e dominou as quatro operações.

A família da professora Maria Dulcina também possuía propriedades em Marechal Bormann, distrito de Chapecó/SC, de onde muitos alunos vinham para sua Escola em Nonoai. Nunca se casou dedicando sua vida em prol da educação.

Conta-se que chegou a propor, numa ocasião, uma viagem a Porto Alegre à cavalo para reivindicar a criação de um grupo escolar em Nonoai, o que veio a acontecer em 1930 no governo de Oswaldo Aranha.

Maria Dulcina faleceu aos 77 anos de idade, nesta cidade, no dia 03 de junho 1937, em sua própria casa, vítima de nefrite aguda, conforme atestado apresentado pelo médico Delfino Calixto.

Foi sepultada no Cemitério Público de Nonoai, localizado no quarteirão onde hoje está instalada a Escola Maria Dulcina. Os restos mortais foram transferidos no início dos anos 60 para o atual Cemitério Municipal, em conjunto com outras pessoas, portanto não localizável individualmente.

Conforme João Felipe Gujão de Campos, industrialista, Maria Dulcina era aposentada do magistério estadual, deixou testamento público lavrado no cartório de Nonoai, com bens a inventariar.

Em homenagem a sua obra voltada à educação de Nonoai e sua gente, em 1971, o grupo Escolar da sede foi transformado em Grupo Escolar Maria Dulcina.

No ano de 1978, através do Decreto Estadual 27.646, passa a se denominar Escola de 1º Grau Maria Dulcina.

A partir do mês de maio de 1988 por força do Decreto nº 32.817 do governador Pedro Simon, a escola foi designada, Escola Estadual de 1º e 2º Graus Maria Dulcina.

Sobrinha neta de Maria Dulcina de Vilhena,  Theresinha Dias de Castro

Fonte: Sandra Zanatta

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