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Chama Crioula chega ao Piratini e abre Semana Farroupilha no RS

Pela primeira vez na história, a Chama Crioula se deslocou da cidade de Guaíba a Porto Alegre ,na manhã desta segunda-feira, pelas águas do Guaíba a bordo do Catamarã. Chegou à Capital às 8h25min e foi levada por cinco cavaleiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) ao Palácio Piratini e à Assembleia Legislativa.

O acendimento da Chama Crioula aconteceu às 7h15min, em Guaíba, sob o cipreste localizado na frente da casa de Gomes Jardim. Ao chegar em Porto Alegre, o candeeiro foi conduzido por cavalarianos até o Piratini, onde o governador Eduardo Leite aguardava junto com o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior e o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo. “Precisamos da força e da garra do movimento para enfrentar os desafios do presente”, ressaltou Leite.

Ao acender o candeeiro, o governador oficialmente iniciou os festejos da Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Acesa no município de Guaíba, a centelha, pela primeira vez, percorreu o mesmo trajeto feito pelos Farroupilhas em 1835, atravessando o Guaíba para chegar à Capital. O ato de acendimento ocorre desde 1947 e espalha a chama pelas 30 regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Até o dia 20 de setembro, o Palácio Piratini será a morada do símbolo do tradicionalismo gaúcho. Foi a primeira vez que o governador Eduardo Leite recebeu a Chama Crioula no Palácio Piratini. No ano passado, a cerimônia foi coordenada pelo vice-governador Ranolfo Vieira Júnior.

Leite disse que é importante rememorar a história de lutas do passado e dos antepassados. “Rememorar essa história de lutas do nosso passado e dos nossos antepassados é importante neste momento em que precisamos de resistência e de resiliência diante de um novo tipo de adversário, o coronavírus. Dizem que estamos vivendo uma guerra invisível, e se enfrentamos uma guerra, temos o privilégio, no nosso Estado, de, ao olhar para o passado, relembrar a epopeia farroupilha como uma grande guerra que nossos antepassados travaram pelos seus ideais e valores, e que nesse momento nos inspiram”, acrescentou o governador. A cerimônia contou com as presenças da patrona dos Festejos Farroupilhas, Alessandra Carvalho da Mota, e da presidente do MTG, Gilda Galeazzi.

Ao final dos discursos, tanto no Palácio Piratini quanto na Assembleia Legislativa, os músicos Renato Borghetti (gaita) e Marcelo Cachoeira (violão) tocaram o hino do Rio Grande do Sul. Neste ano, o tema dos Festejos Farroupilhas homenageia a amplitude que a cultura gaúcha alcançou por meio do cultivo das tradições. “Gaúchos sem fronteiras” pretende retratar a história de homens e mulheres que, além das fronteiras do Rio Grande do Sul, continuam a usar a pilcha, tomar seu chimarrão e participar de manifestações culturais, seja por meio da música, da literatura ou apreciando o tradicional churrasco. Depois da cerimônia no Palácio Piratini, uma centelha do fogo foi levada ao Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa.

A presidente do MTG entregou o símbolo ao presidente Ernani Polo e afirmou desejar que a Chama representasse a esperança de dias melhores para todos. A Chama ficará até o próximo domingo no galpão crioulo localizado no pátio interno do Legislativo gaúcho, que é a sede simbólica do MTG. “A celebração deste momento, com a Chama Crioula, a partir da centelha acesa no Sítio Histórico em Guaíba sendo trazida para a Capital no Catamarã, sem dúvida é uma ação que só reforça nossos laços e nossa cultura”, afirmou Polo.

O presidente da Assembleia disse, ainda, que mesmo de uma forma diferente devido à pandemia é importante rememorar a história e não deixar passar em branco essa data tão marcante para o Rio Grande do Sul. “Que esta Chama possa trazer esperança, união e mais fraternidade entre os gaúchos. Temos diferenças que nos separam, mas nossa sociedade está acima disso”, afirmou Polo.

 

Por: Correio do Povo

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