Cunhado de Cristiano Ronaldo nega envolvimento com rinhas de galo e diz que criatório tem foco em genética

O empresário Alexandre Bertolucci, investigado pela Polícia Civil gaúcha por suspeita de envolvimento com rinhas clandestinas de galo negou, por meio da defesa, qualquer participação na prática do crime. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação da operação no último final de semana, principalmente pelo fato de que ele é casado com Katia Aveiro, irmã do jogador Cristiano Ronaldo.

Conforme o advogado Lúcio de Constantino, o cliente foi surpreendido pelo cumprimento do mandado de busca e apreensão. A defesa sustenta que o criatório mantido por ele é destinado ao aprimoramento genético de aves da raça Mura, e não à realização de rinhas. “O criatório é voltado para o aprimoramento da qualidade genética avícola, com foco na seleção e no desenvolvimento de exemplares. Há acompanhamento regular de médico veterinário e monitoramento das questões sanitárias”, afirmou.

Segundo o advogado, durante o cumprimento da ordem judicial, não foram apreendidas armas, celulares ou outros objetos relacionados à investigação na propriedade do empresário. “Diferentemente de outros locais onde houve apreensões de armas e celulares, isso não ocorreu com ele. A autoridade policial fez a inspeção e os recolhimentos necessários para a investigação, mas ele sequer foi ouvido até o momento”, disse.

A defesa reconhece que aves dessa linhagem podem ser adquiridas por terceiros para utilização em rinhas, mas sustenta que esse não seria o destino dado aos animais comercializados pelo empresário. “Pode acontecer de alguém comprar esses animais e utilizá-los em rinhas, mas essa não é a atividade desenvolvida por ele. Não existe exploração de maus-tratos ou criação voltada para lutas”, afirmou Constantino.

O advogado informou, ainda, que o empresário está em viagem ao exterior e que, assim que retornar, pretende colaborar com a investigação. Nos próximos dias, a defesa buscará acesso integral ao procedimento para compreender os fundamentos da operação. “Nós pretendemos ter acesso aos autos, conversar com a autoridade policial e colaborar com tudo o que for necessário”, afirmou.

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