Começa a Expointer 2026 em Esteio

Sob chuva o público acessou o parque de Esteio que sedia a feira até dia 6 de setembro. Pontualmente às 8h da manhã deste sábado, 29, abriram-se os portões da 49ª edição da Expointer. Curiosamente, foi neste exato momento que começou a chuva no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Mas o tempo chuvoso, como já é de praxe na feira, não impediu a fila de pessoas que se formava no portão principal de acessar o evento logo nos primeiros minutos.

A feira, que se estende até o domingo dia 6 de setembro, se constituiu ao longo de quase meio século no principal encontro do ano do agronegócio gaúcho, e um momento único para interação com o público urbano. A edição do ano passado teve um público superior a 1 milhão de visitantes.

O casal Anildo Schneider, 65 anos, e Janete Nape, 54 anos, foi um dos primeiros a entrar no parque. Segurando um guarda-chuva, Anildo conta que eles gostam muito da feira e escolheram a Expointer para ser o passeio do fim de semana. “A gente vem, em primeiro lugar, para se divertir. Em segundo lugar a gente vem atrás de comprar uns bichinhos. Compramos um sítio em Portão e estamos começando a trabalhar como produtores rurais”, revela.

O secretário estadual da agricultura, Márcio Madalena exaltou a tradição da feira e minimizou a chuva da abertura. “Eu acredito que pode dificultar um pouco o acesso. Mas é importante dizer o seguinte: não é que chove sempre na Expointer, nós realizamos a Expointer numa época em que normalmente se tem chuva. Este ano com uma característica diferenciada, que é a questão do El Niño. Mas nós sabemos de uma coisa que é certa: a Expointer já está não só no imaginário, mas no calendário do povo gaúcho. A população, a sociedade deverá vir à Expointer com certeza, porque sabe que aqui vai encontrar o que há de melhor no mundo.”

Ele também afirmou que a feira é o palco propício para discutir a medida provisória do Governo Federal voltada ao agro gaúcho. “Nós estamos entre com promotores de entidades, inclusive, que deverão sediar nas suas entidades discussões de alto nível com autoridades de Brasília no intuito de evoluir o que está colocado na medida provisória. Nós temos convicção que a medida provisória não entrega aquilo que é a necessidade real dos agricultores em relação à renegociação das dívidas, mas a Expointer também é palco para esse tipo de discussão. E não tenho dúvida que uma discussão dessa magnitude, dessa importância, realizada num evento do porte da Expointer, certamente aí tende a encaminhar soluções adequadas.”

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