Número de caminhões brasileiros presos em Nevasca no Chile chega a 500, garante Fecam-RS

nevasca que atinge a fronteira entre Argentina e Chile, desde sábado, impede o trânsito de turistas e de centenas de caminhoneiros brasileiros, que já projetam perdas por conta da paralisação. Em razão da neve, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS (Fecam-RS) afirma que 500 caminhões seguem presos naquela região. E o cenário deve piorar, uma vez que a previsão do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN) aponta que as nevascas serão frequentes nos próximos dias em grande parte da Cordilheira dos Andes.

Diretor da Fecam e presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Uruguaiana (Sindicam), Pedro Paulo da Rosa Dutra afirma que todos estão parados na estrada. “O prejuízo do nosso pessoal é incalculável”, destaca, acrescentando que os caminhoneiros contam com a ajuda do governo chileno. Conforme Dutra cidades fronteiriças, como Foz do Iguaçu (PR) e São Borja (RS), também relatam impacto da paralisação nas rodovias. “A carga para o Chile não está indo, não está sendo nem executada, porque não adianta botar as cargas em cima dos caminhões para ficarem parados no trajeto”, frisa.

Segundo Dutra, centenas de caminhoneiros seguem presos na região atingida pela nevasca. “Deve ter na fronteira entre os que estão paralisados dentro do problema em si, no local da nevasca, entre 300 e 280 caminhões. E fora deve ter mais uns 500. Tudo do Brasil”, observa, acrescentando que em média, por dia, cerca de 400 caminhões partem do Brasil em direção ao Chile. “Tem muita gente que está recolhida em quartéis”, frisa.

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